24 de novembro de 2009

Posse irresponsável

Avenida Nossa Senhora de Copacabana, por volta de 18h30 de uma terça-feira. Uma mulher passeia com seu cão. Ele para, faz cocô, e ela, imediatamente, retira da bolsa um rolinho de sacos plásticos, do qual pega um para recolher as fezes do animal. Eu também paro pra assistir. Afinal, essa é uma cena rara.

No Rio, o cuidado com o que os animais domésticos deixam pelas ruas é exigido por lei dos proprietários, mas claro que o número de pessoas que obedecem é mínimo. É mesmo uma questão de educação, de respeito ao espaço coletivo. Chamamos a isso de posse responsável.

O indivíduo que decide ter um cão deve estar consciente que o bicho será sempre dele e não da comunidade que o rodeia. É o proprietário quem deve alimentá-lo, levá-lo ao veterinário, oferecer local adequado para que ele viva dignamente, com higiene e condições básicas de saúde e, claro, deve responsabilizar-se pela limpeza de cocô e xixi.

Aqui em Volta Redonda nem lei existe pra isso e, não só os donos de animais levam seus bichos pra fazer cocô na rua, como há muitos que soltam seus cães para escolherem livremente em que calçada vão deixar suas fezes. Morei em um condomínio da cidade no qual um médico muito conhecido e respeitado fazia isso diariamente: soltava seu lindo poodle para fazer cocô. E o cachorrinho dele gostava justamente da minha calçada. E o quintal do doutor, claro, sempre limpinho e cheiroso.

É muito fácil viver em sociedade desta forma, delegando à coletividade o ônus por nossas escolhas. É por isso que ainda vemos muitos cães abandonados por aí e, infelizmente, vamos ver por muito tempo, pois está longe o tempo em que viveremos num ambiente educado. O cara compra ou adota o animal, fica de saco cheio com o trabalho que dá e, sem pensar duas vezes, o deixa na rua. Fico curiosa por saber o que pensa uma pessoa que toma essa atitude, além de cruel. Se ele não foi capaz de dar conta de sua responsabilidade, acha que quem será?


.

19 de novembro de 2009

Minha resposta ao Wallace sobre o Zoo de Volta Redonda

Pois é, Wallace, triste mesmo.

Na verdade, esse negócio de Zoo é um hábito primitivo, que já deveríamos ter vencido há muitos anos. Mas, infelizmente, o ser humano demora muito a evoluir. E ficamos aí, vendo essas atrocidades, como enjaular seres vivos para outros seres vivos ficarem do lado de fora admirando toda aquela tristeza. Imagine-se no lugar daqueles animais. Você é tão ser vivo quanto eles.

No caso especial de VR, mais triste ainda é saber que deveríamos ter uma secretaria de Meio Ambiente pra cuidar disso, mas não temos. Aliás, a secretaria existe, o que não há é um secretário competente.

Também não costumo me meter em política, mas concordo com você. Na minha cara é foda!
.

18 de novembro de 2009

Desabafo sobre o zoo de Volta Redonda

Por Wallace Feitosa

Durante minha caminhada e às vezes uma leve corrida (tirando onda com os sedentários...hehehe) presencio e aprecio as boas coisas da vida como, por exemplo, a minha saúde.

Geralmente faço o percurso na Vila Santa Cecília. Hoje andei por dentro do Zoo municipal e fiquei perplexo com o abandono geral. Grama alta, animais com pelos soltando, sujeira e escassez de animais.

O leão estava rugindo muito quando passei. Será que estava chorando? A última jaula dos leões estava vazia e a placa de informação apagada. Uma vergonha.

Penso que deveria ser fechado e substituído por outra coisa mais fácil de lidar. Ou, o mais certo, cobrar ingressos do povo. Acho que valorizaria mais o espaço e teria mais investimentos em alimentação adequada e novos animais.

Na verdade exposição de animais é meio estranho. Que prazer pode haver em ver um animal preso fora de seu habitat natural?

O povinho que frequenta o Zoo deixa as crianças brincando na areia e quando estão perto das jaulas ficam provocando os animais e jogando comida, geralmente em frente a uma placa proibindo o "envio" de comida alternativa aos bichos.

Será possível? Será que o governo municipal despreza a inteligência da população? Será que não vale um investimento na área? Uma coisa mais limpa e organizada com profissionais de verdade? Transformar o Zoo em negócio? Em qualquer parte do mundo Zoo é negócio.

E o "pesque e não pague" dos aposentados? O que é aquilo? Um bando de à toas com as varas nas águas sujas e barrentas do cartão postal da cidade, logo na entrada do Zoo. Não tem nem peixe. Fala sério.

Confundem agradar a população com degradação de patrimônio.

Será que estou ficando velho? Ou será que não me encaixo mais nessa ignorância alheia?

Quem me conhece sabe que não me meto e nunca me meterei em política, mas na minha cara, assim...é F...!!!!
.

12 de novembro de 2009

Talibãs brasileiros

Desde que ocorreu aquele ato de barbárie contra a aluna da Uniban, em São Paulo, tento escrever algo a respeito. Mas minha indignação é tanta que acabei embotando.

Fico bebendo as palavras de todos os que conseguiram emitir suas opiniões. E uma das melhores que li me chegou hoje por email. É do Ivan Martins, editor-executivo da revista Época. Foi a Edma quem me enviou.

Confiram vocês:


Cantadas ofendem
As mulheres brasileiras andam na rua ouvindo o que não querem ouvir
Por Ivan Martins



Trabalhou comigo, anos atrás, uma moça da qual eu me lembro por três motivos. O primeiro é que ela comentou uma vez, de passagem, que quando estava se sentindo por baixo gostava de passar diante de um canteiro de obras: era inevitável que ao ver as suas pernas compridas os peões dissessem coisas que a faziam sentir-se bonita. Nunca esqueci esse comentário.

Outra coisa de que eu me lembro é ouvi-la contando, chocada, que estava parada num ponto de ônibus cheio de gente quando um sujeito gritou, de dentro de um carro, que ela tinha um nariz horrível. Chegou ao trabalho chorando de humilhação.

A última coisa de que me lembro é que ela vive em Paris há anos. Da última vez que conversamos não tinha planos de voltar.

Em Paris ela pode andar de minissaia, pode sair e beber sozinha e há pouco risco de que seja abordada, elogiada ou insultada. Às vezes eu acho que ela abriu mão dos galanteios dos peões para ficar livre dos insultos. Outras vezes acho que ela descobriu que não gostava nem mesmo dos galanteios.

De qualquer forma, acho que galanteadores e agressores se parecem: cada um deles, a sua maneira, acha que tem o direito de dizer o que pensa a uma mulher estranha. Pode ser um elogio físico ou uma grosseria sexual, não importa. Em geral, trata-se daquilo que os americanos, apropriadamente, chamam de “atenção não solicitada.” Indesejada, na verdade.

Nas duas últimas semanas, desde que ocorreu a história da moça da Uniban, tenho pensado na forma como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres. Até que ponto aqueles tipos que xingaram a ameaçaram a moça do vestido cor de rosa se parecem com o resto de nós – atrevidos e eloquentes galanteadores brasileiros?

No início desta semana, quando discutíamos a baixaria da Uniban aqui no trabalho, uma de nossas colegas – jovem, bonita, discreta – pediu a palavra para fazer uma espécie de desabafo. “É difícil para uma mulher caminhar nas ruas de São Paulo”, ela disse. “A gente tem de andar olhando pro chão, fingindo que não escuta todas as besteiras que nos dizem”.

É isso, não é? Mulher bonita anda pela rua e vai sendo alvo de comentários em voz alta. Que cara, que bunda, que isso que aquilo. Se você, caro amigo, acha que elas gostam, pergunte. Minha amostragem sugere que a maioria detesta. Se sentem ameaçadas, intimidadas, insultadas. Querem ser deixadas em paz.

Esse assédio sobre as mulheres acontece à luz do dia, na porta do trabalho, na travessia de pedestres, dentro do ônibus. Às vezes o tom de voz do sujeito ou as coisas que ele diz amedrontam. Outras vezes dá asco ou dá vergonha. Nas baladas pode ser pior: o garanhão de calça agarradinha chega apertando o braço da moça, mexendo no cabelo, forçando a barra. Não aceita não como resposta. Mas quem deu licença a ele para dizer coisas e tocar o corpo de uma mulher desconhecida?

Nós, homens, demos licença. A cultura machista nos dá licença.

Assim como os talibãs agridem mulheres que se atrevem a andar sem burca – porque se sentem donos delas – nós dizemos o que queremos às mulheres que se atrevem a exibir sua beleza delas na rua, pela mesma razão. Se estiver acompanhada de um homem, vá la. Mas se estiver sozinha, sem dono, “causando”, vai ter de ouvir o que a gente quiser dizer. Ou pior. Pelo simples fato de que a gente pode.

Ouço dizer que isso acontece apenas em São Paulo, mas duvido. No Rio as garotas andam de biquíni na orla e de shorts em qualquer lugar, mas quando uma delas resolve fazer topless na praia, a tigrada atira areia e rosna ameaças. Passou do limite! Mas quem dá o limite do que a mulher pode ou não usar? Os talibãs da praia? Me contaram que outro dia uma adolescente com cara de estudante de moda teve de saltar de um ônibus na Avenida Paulista porque usava uma saia muito curta e foi ameaçada por uma turba. São os talibãs do ônibus.

No universo mental desses camaradas, mulher que não quer confusão se dá ao respeito: anda com as pernas cobertas, sem roupas ou adereços provocativos, discreta e modestamente. Fica no seu lugar. A rua é o espaço em que os homens fazem o que querem e as mulheres se comportam. Mulher que sai da linha ou chama atenção por ser bonita a turba trata como quer. Pergunto: há diferença filosófica entre isso e a misoginia que se pratica nos países islâmicos atrasados?

Com o risco de incorrer em exagero, acho tudo parecido com tudo. O sujeito que diz besteiras a uma moça que caminha na rua, o playboy que agarra a garota na balada, o cara que se esfrega na mulher do trem, o marginal que insulta a moça da Uniban. Tudo faz parte de um mesmo contínuo de desrespeito à mulher. Ele começa com o chato do bar, que insiste na cantada apesar de meia dúzia de nãos, e termina... Sabe-se lá onde termina.

Claro, todo comportamento social tem uma justificativa ideológica. Neste caso, a justificativa é a de que as mulheres gostam. Se você perguntar, vai ouvir dos conquistadores que, lá no fundo, elas querem ser assediadas, agarradas, elogiadas com bastante pimenta. Faz bem para o ego delas, explicam. Claro, por trás de todo grosseirão há sempre um especialista na alma feminina. Mas eu suspeito que eles estejam errados.

Minha opinião, pelo que vale, é que esse tipo de comportamento insultuoso tem de ser reprimido: socialmente e, se necessário, pela polícia. As mulheres têm direito de andar sozinhas pelas ruas, vestidas como quiserem, e serem respeitadas. E elas são o melhor juiz do que é ou não é desrespeitoso. Se o sujeito cruzou o limite, chama a polícia, avisa o segurança, pede ajuda ao dono do bar. Não faz sentido, em pleno século 21, que nossas filhas, namoradas, irmãs ou amigas tenham de andar pelo mundo com os olhos no chão porque um bando de homens não se aguenta nas calças.
.

11 de novembro de 2009

Apagão lá em casa









.

10 de novembro de 2009

Estou de luto.

Ontem, segunda-feira, enterrei um amigo.

Pouco nos víamos, tivemos raras oportunidades de estarmos juntos, mas era, sim, um amigão.

Dessas pessoas especiais, que vêm à Terra para fazer coisas especiais e, por serem muito boas, Deus as chama de volta cedo, cedo, pois lá, no Plano Espiritual, elas são muito mais úteis.

Cumpriu sua missão bem rápido, mas cumpriu bem.

Amou a todos os que passaram por ele; amou profunda e incondicionalmente.

Amou os animais e a natureza.

Fez mais pelos outros que por si.

Deixou saudades, muitas saudades.

Ao meu amigo, Cris, o que sei fazer está aqui. Uma homenagem por escrito.

Tenho certeza (certeza mesmo) que ele está melhor que eu agora.


.

8 de novembro de 2009

Jogo rápido

Um pingue-pongue sobre a vida profissional e pessoal com um colega do jornalismo diário.
Por Duda Rangel

Um sonho: Escrever a matéria da minha vida, digna de prêmio.
Uma alegria: Chegar em casa tarde e encontrar minha mulher sozinha na cama.
Um medo: Que o editor filho-da-puta cancele minha folga.
Não saberia viver sem: A máquina de café da redação.
Uma mania: Reescrever o título das matérias dez vezes.
O que mais te irrita: Ligação de assessor de imprensa na hora do fechamento.
Uma ambição: Pagar todas as contas até o final do mês.
Uma virtude: A paciência. Há anos espero pelo plano de carreira do jornal.
Um defeito: Às vezes escrevo demais.
Deus: O cara que criou o céu, a terra e as estagiárias.
Diabo: O cara que criou o pescoção.
Um filme: Corra que o passaralho vem aí 3.
Uma música: Forró do Diploma (Você não vale nada, mas eu gosto de você).
Um livro: A Imprensa Livre, do poeta maranhense José Sarney.
Um blog: Desilusões perdidas, do Duda Rangel.
Um ícone da imprensa: Tenho dois: Duda Rangel e Zé Bob.
Família: É a base de tudo, para quem eu sempre peço dinheiro emprestado.
Filhos: Ainda não tive tempo de fazê-los.
A viagem dos sonhos: A que o caderno de Turismo me mandar.
Uma noite inesquecível de sexo: Não me lembro agora.
Uma frase: Em redação de jornalista PJ, quem tem carteira assinada é rei.
Jornalista é: Um louco, apaixonado pela profissão.
Em sua lápide estará escrito: Morreu na merda. Mas feliz.
.

6 de novembro de 2009

Desrespeito ao direito de liberdade

Mais uma baleia morre confinada em aquário
nos Estados Unidos

Por Karina Ramos

Uma beluga chamada Nico morreu esta semana no SeaWorld de San Antonio, onde estava sendo temporariamente mantida enquanto o Aquário da Georgia era reformado. Esta é a terceira vez nos últimos três anos que uma beluga do Aquário da Georgia morre.


Reprodução: PETA

A causa da morte de Nico ainda não foi determinada, mas, de acordo com os funcionários do aquário, o animal já estava doente quando foi trazido de um aquário do México juntamente com outra beluga chamada Gasper, que morreu em janeiro de 2007. As duas únicas sobreviventes do aquário, Maris e Natasha, são “emprestadas” do Aquário de Nova York. Uma terceira beluga de Nova York, Marina, também morreu em 2007.

Em uma declaração à imprensa anunciando a chegada de Maris, Natasha e Marina, em 2005, o aquário manifestou a esperança de que em breve teriam filhotes de beluga nascendo.

No mesmo comunicado, o aquário anunciou a chegada de Ralph e Norton, dois tubarões-baleia que, adivinhem, agora estão mortos.

Em vez de nadarem livremente no mar, animais em aquários são limitados a um mundo muito menor em área. As belugas são animais extremamente sociáveis que – quando em seu habitat natural – brincam e perseguem umas às outras e interagem em grupos grandes. Elas são conhecidas como “canários do mar” por causa de suas complexas vocalizações, que usam para se comunicarem.

Em cativeiro, esses animais têm pouco espaço para se exercitarem e são afastados de seus grupos sociais. Mesmo que não tenham que enfrentar predadores naturais, o estresse do confinamento em cativeiro é provavelmente o inimigo mais assustador de todos.

Fonte: PETA
Nota da Redação ANDA: Não faltam evidências para que o ser humano perceba o quanto é nocivo para os animais o confinamento. É necessário despertarmos logo ou não restará uma espécie viva sequer no planeta.
.

5 de novembro de 2009

Calor filho da p...

.
Está aberta oficialmente a temporada de xingar a mãe do calor!


4 de novembro de 2009

Pessoas mal-humoradas são mais atentas

Jornal Hoje – 03.11.2009
Lília Teles, de Nova York

A pesquisa enche a bola dos rabugentos. O estudo diz que as pessoas mais negativas, que têm sempre o pé atrás, desconfiadas, têm uma capacidade de análise maior e conseguem pensar mais claramente. Ao contrário daquelas pessoas muito alegres, muito flexíveis, os mais amargos têm mais facilidade para tomar decisões e são menos ingênuos. O estudo foi conduzido por um professor de psicologia de uma universidade australiana, Joseph Forgas.

Ele observou voluntários que assistiram a diferentes filmes e também falaram sobre passagens positivas ou negativas da vida de cada um, para ver se isso os deixava de bom ou de mau humor.

Depois os participantes discutiram assuntos variados e descreveram eventos que tinham testemunhado.

A conclusão da pesquisa é que enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade e a cooperação, os mal humorados cometem menos erros e são melhores comunicadores porque são mais cautelosos com os julgamentos e prestam mais atenção ao mundo externo, ou seja, nem sempre é bom estar de bom humor. Às vezes, euforia demais atrapalha.

***

Estou perdoada!


.

2 de novembro de 2009

I Conferência Municipal de Cultura de Volta Redonda

Uma luz no fim do túnel

A I Conferência Municipal de Cultura de Volta Redonda, enfim, foi realizada. Perdemos o bonde, não realizamos esse encontro há dois anos, como a maioria dos municípios, mas nunca é tarde. Começamos agora a discutir a cultura da nossa cidade de forma civilizada, democrática e inteligente. E, esperamos todos que esse tenha sido apenas um primeiro passo.

A Conferência aconteceu sexta e sábado, 30 e 31, na Câmara Municipal. Foram inscritos 134 participantes, que assistiram à abertura solene e, após, apreciaram e votaram o Regimento Interno.

A partir daí, pude observar quem realmente está interessado na cultura da cidade. Na hora de ouvir as preleções sobre os cinco eixos temáticos havia ‘quase’ meia dúzia de artistas pingados, porém firmes e fortes.


Uma prosa muito mais interessante que os eixos temáticos

Veja uma demonstração dessa falta de interesse. Observe a foto acima. Esses dois homens entabulam animada conversa, enquanto o representante secretaria de Cultura do Estado, Zeca Barros fala sobre o eixo Produção simbólica e diversidade cultural. Fiquei olhando a cena durante muito tempo. Os dois conversam como se não existisse mundo em volta deles, como se não houvesse mais gente por perto, interessada em ouvir o Zeca. Note que as poltronas próximas estão vazias. Não estavam antes. Foram esvaziando rapidamente, pela impaciência dos ouvidos prejudicados com o papo. E os companheiros aí não ouviram o Zeca. Terminaram de papear e foram embora.

Vi também muita divergência entre interesses meramente politiqueiros e vontades sinceras de promover a cultura em Volta Redonda. Para quem observa de fora é bem claro o posicionamento desses lados distintos. Pode ser simplesmente distinção de interesses, ou um traço deixado pelo atraso inexplicável no apoio à organização e mobilização cultural na cidade.


Ana Lúcia Pardo, do MinC: "“É lamentável. Estamos numa Casa Legislativa e não vemos nenhum legislador por aqui”

Voltemos ao que realmente importa: ouvimos informações importantes sobre Produção simbólica e diversidade cultural; Cultura, cidade e cidadania; Cultura e desenvolvimento sustentável; Cultura e economia criativa; Gestão e institucionalidade da cultura. Exercitamos ativamente a democracia, o debate público, usamos e abusamos do espaço aberto para a discussão livre, escolhas livres, ânimos exaltados, movidos pelo desejo de participar.

A formação da unidade a partir das divergências é sinônimo de crescimento e é bom demais ver e viver tudo isso. Uma oportunidade que nossos pais ou nossos avós não tiveram, infelizmente.

No sábado, após as discussões dos cinco eixos pelos grupos, as proposições foram discutidas e aprovadas. A I Conferência Municipal de Cultura de Volta Redonda elegeu cinco delegados da sociedade civil, que vão levar essas propostas à Conferência Estadual.

Ao final das contas, a esperança de ver Volta Redonda sair da fazeção de shows e avançar para a promoção de cultura. A distância é longa e é pra isso que existe a Conferência. E não faltaram sugestões e propostas neste sentido. Só faltou mesmo uma coisa: o secretário municipal de Cultura, Moacir de Carvalho. Perdeu.
.

1 de novembro de 2009

Espera-se que a caçada aos criadores em Volta Redonda esteja apenas começando

Polícia procura proprietário de rinha de galos
Diario do Vale - 01/11/2009, às 20h27



Volta Redonda

Continua interditado o Clube de Luta de Galos do Brasil, que funcionava na Avenida Antônio de Almeida, Praça do Comércio, no bairro Retiro, e que foi "estourado" pela polícia na noite da última quinta-feira. O local continua interditado pela polícia e o delegado adjunto da 93ª DP, Michel Floroschk, permitiu que duas vezes por dia os mais de 115 galos e galinhas sejam tratados por um funcionário do estabelecimento.

Segundo Floroschk, até este domingo o proprietário do galpão não tinha sido localizado. De acordo com o delegado, trata-se de um empresário no ramo de distribuição de bebidas, Antônio Donizete Silva, o "Toninho".

A polícia tem duas informações sobre o paradeiro do suspeito: uma é que ele estaria em São Paulo, e a outro em Feira de Santana, na Bahia. Até este domingo representantes do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e da Polícia Florestal, chamados por Floroschk para levar os animais para um abrigo de um dos órgãos, ainda não haviam chegado a Volta Redonda. O delegado tenta solicitar a presença dos órgãos na cidade desde a noite da quinta-feira passada. "Por enquanto, os animais estão sob a cautela da Polícia Civil", disse um policial.

O delegado encontrou vários galos machucados e alguns deles até cegos. Segundo Floroschk, Toninho criava os galos, que eram vendidos no mercado negro até R$ 10 mil. Ele informou ainda que vai descobrir os outros proprietários de galos, que os deixavam no clube para serem cuidados e treinados por funcionários. O policial também anunciou que já tem o nome de outros três empregados de Toninho.

- Consegui localizá-los através de uma intimação antiga, que encontrei no galpão, expedida pela Justiça de Barra Mansa, onde esses funcionários respondem por crime ambiental, por maus tratos a animais - contou o delegado, acrescentando que a intimação era para que os suspeitos comparecessem a uma audiência marcada para o dia 14 de agosto de 2008.

O delegado explicou que, na época, o documento foi assinado pelo juiz Maurício Magnuns Ferreira. Floroschk não descartou que poderá indiciar todos os suspeitos no artigo 32 da Lei 9.605/98, que cita como crime praticar ato de abuso, maus tratos, ferir e mutilar animais.

O delegado disse que está realizando uma verificação da procedência da informação, conhecida nos meios policiais como VPI. O policial disse que o local continuará lacrado e apenas o funcionário Alvino Rodrigues, de 54 anos, poderá entrar duas vezes por dia para tratar os animais, mas sempre acompanhado de um policial.

Floroschk determinou que o galpão fosse periciado, assim como, os anabolizantes e remédios veterinários que foram encontrados no clube de luta de galos. Foram apreendidos também piqueiros de aço e esporas para lutas e treinamento dos galos, além de uma balança de precisão.

Alô, secretário municipal de Meio Ambiente!
Não acha que está na hora de se posicionar?!

28 de outubro de 2009

Dendrólatras, ao trabalho!



A possibilidade de ver Volta Redonda mergulhada em meio a milhares de árvores é algo tão fantástico que é até difícil acreditar. Falar em reflorestamento numa cidade onde ainda vemos sofás, geladeiras e todo o tipo de móvel abandonados nas margens dos rios parece utópico. Mas, creia ou não, caro leitor, é o que pretende o Programa Municipal Florestas de Volta, que está sendo implantado pela Secretaria de Serviços Públicos.

Dendrólatra confessa, fiquei encantada com o programa, principalmente porque ele prevê uma das Florestas Urbanas Setoriais em frente à minha casa. Bom demais, né? Meu bairro, o Vila Rica, juntamente com o Santa Cruz, serão os primeiros comtemplados com o plantio de 30 mil mudas. Para garantir a consolidação das áreas revegetadas, a SMSP treinou e formou agentes comunitários, que atuarão como multiplicadores das propostas ecológicas do programa. São pessoas de todas as idades, representantes de escolas públicas, igrejas, times de futebol, associação de moradores. Parece melhor ainda, que tal?

É tudo o que Volta Redonda precisava há tempos, carente que é de políticas públicas ambientais. Florestas fabricam água, equilibram o clima e a temperatura, purificam o ar, protegem encostas, enfim, tudo de bom. Mas, infelizmente, temos que admitir que ainda não há educação ambiental suficiente na cidade para comportar um programa desse porte. No meu bairro, por exemplo, há um número avassalador de passarinheiros - esse pessoal que insiste em prender bicho que voa em gaiola. Não é raro, num breve passeio, darmos de cara com alçapões armados. Me arrepio só de imaginar vê-los montados nas árvores que prometem atrair pássaros pra cá.

Portanto, a fiscalização deverá ser impecável; com certeza nossos agentes comunitários terão um sem número de dores de cabeça pela frente. Educar, fiscalizar e punir (se for o caso) é o básico do básico a fazer, porém não dá pra abrir a cabeça do cidadão e enfiar uma nova cultura lá dentro. Isso demanda tempo e muuuito trabalho. De minha parte, estou à disposição.
.

22 de outubro de 2009

Incentivo à leitura literária

.
Durante a FLIP 2009, foi promovido um debate sobre a importância da leitura literária e de políticas de promoção da leitura.

Na ocasião, o escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós leu o Manifesto por um Brasil literário, de sua autoria.

O objetivo desse documento é acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno dessa causa.

O manifesto já está circulando pela internet e pode ser assinado no site
Movimento por um Brasil literário, que abriga um fórum de discussão, enquetes e notícias com essa temática.

Você também pode assinar o manifesto e com isso ajudar a incentivar a leitura literária no Brasil.


Assista à entrevista do escritor concedida à Maria Carolina Trevisan, consultora do Instituto C&A, um dos apoiadores do Movimento.


.

.

21 de outubro de 2009

I Mostra de Tecnologia, Inovação e Cultura

Arquiteta fala sobre o Processo de Ocupação Marginal do Rio Paraíba do Sul

A I Mostra Sul Fluminense de Tecnlogia, Inovação e Cultura, que acontece desde o dia 19, no Memorial Getúlio Vargas, em Volta Redonda, vai contar com uma palestra das que eu chamo de imperdíveis.

A arquiteta, urbanista e professora Andréa Auad fala sobre o Processo de Ocupação Marginal do Rio Paraíba do Sul em Cidades do Sul Fluminense, nesta sexta-feira, dia 23, às 19 horas, no auditório do stand da Mostra Biblioteca Pública.

O evento segue até o dia 24, com programação extensa. Confira o que mais está por vir:

22/10 - Quinta-feira

10h às 20h
Abertura da Mostra nos Stands
Local: Térreo Memorial Getúlio Vargas

9h às 18h30min

Clínicas - Setor Metal Mecânico /SEBRAE
1)Licenciamento Ambiental;
2)Análise Tarifária de Conta Energia Elétrica;
3)Produção+Limpa = P + L;
4)Layout e Chão de Fábrica.
Local: Salas de aula do stand

10h

Os Desafios do Pré-Sal para a Industria de E&P de Petróleo no Brasil. Dr. Boris Ashrilant. PETROBRAS S/A
Local: Auditório UFF

14h às 18h

Gestão da Cadeia de Suprimentos nas Atividades de Petróleo Offshore. Mr. Brian Smith - CHEVRON E&P BRASIL
Local: Auditório UFF

19h

Palestra: Os 9s na Vida Prática
Local: Auditório do Stand

19h

A Nova Ciência das Redes
Local: GACEMSS II

23/10 - Sexta-feira

14h às 18h

Seminário Metrologia: Economize medindo certo
Local: GACEMSS II

15h

Aproveitamento integral da alface acondicionada em atmosfera natural
Local: sala de aula do stand

16h

A Boa Comunicação Trazendo Inovação. Empreendedorismo - FIRJAN
Local: auditório do stand

19h

Palestra Propriedade Intelectual SEBRAE/INPI
Local: GACEMSS

19h às 20h

Processo de Ocupação Marginal do Rio Paraíba do Sul
Local: auditório do stand

24/10 - Sábado

10h

Passeio Ciclístico
Saída: Memorial Getúlio Vargas

Stands - 10h às 20h

.

19 de outubro de 2009

Hoje o céu está em festa

Está livre dessa vida o Seu Isidório. Nosso mestre, amigo, guru espiritual.
Seu Isidório era um paizão pra muita gente em Volta Redonda. Foi dirigente do Centro Espírita A Caminho da Luz, mas não foi somente nessa casa que devotou tudo o que possuía de bom à caridade. Seu Isidório era caridoso no olhar, na fala, no convívio.
Aprendi muito com ele. Chamava-o de 'meu mestre'.
Hoje está sendo recebido no andar de cima, com certeza com muita festa. Que esteja bem, enquanto nós, daqui, ficamos com as saudades.
.

17 de outubro de 2009

Temporada de sono


Hoje, precisamente à meia noite, começa uma temporada que particularmente não gosto. Já gostei, mas atualmente me deixa mais cansada que qualquer outra coisa. É o Horário de Verão. Ao adiantar meu relógio em uma hora, fico condenada a passar todo o meu verão com sono, porque não há o que me faça acostumar com essa mudança. Acordo às 5h30 para preparar meu filho para ir à escola e ninguém merece dormir e acordar como se estivesse acabado de deitar.

Agora o Horário de Verão tem prazo fixo, determinado por
decreto sancionado pelo presidente Lula. Começa no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. São quatro meses de tardes sem fim e noites que acabam num piscar de olhos quase literal.

Mas, vamos a ele. Hoje à meia noite não esqueçamos de adiantar nossos relógios e, apesar de ainda estarmos na Primavera – chuvosa e fria – bom verão a todos.

.

16 de outubro de 2009

Regionalismos

Comi este biscoito em São Paulo:


Eu chamo de goiabinha...
.

9 de outubro de 2009

Livro sem Fronteiras já arrecadou mais de cinco mil obras

.
Levar a população de Valença e seus visitantes o acesso total e irrestrito aos livros e oficinas culturais. Este é o principal objetiv o do projeto Livro sem Fronteiras, no município de Valença/RJ.

O projeto Livro sem Fronteiras foi idealizado pelo proprietário do restaurante Rango do Compadre, Fernando Monção, e deverá contar com o apoio do Poder Público Municipal, que deverá ceder o local, iluminação noturna, segurança e principalmente a divulgação do projeto através das Secretarias de Cultura, Educação e de Turismo.

O local onde serão abrigadas as obras será a Biblioteca Livro sem Fronteiras, um projeto do arquiteto Gernano Britto, para ser implantado na Praça XV de novembro, o Jardim de Baixo.
.
.
O espaço abrigará obras diversas, desde livros técnicos a romances. Eles serão dispostos em estantes cobertas e protegidas, onde não deverá haver paredes, funcionários, vigias. As obras ficarão expostas e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. Serão encapados com material adesivo e diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro, com objetivo de protegê-los, identificar sua origem do projeto, os direitos autorais, e ainda reservar um espaço de divulgação para os parceiros que apóiam a idéia.

O projeto prevê ainda manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente, declamando poesias, contando histórias, pintando, apresentando uma peça, enfim, fazendo uso do espaço cívico de maneira civilizada.

As empresas do município poderão se integrar como patrocinadoras, para cobrir custos como o de viabilização e instalação do equipamento, custos de envio de livros doados de outros municípios e na confecção de capas protetor/identificadoras dos exemplares. Além da divulgação publicitária nas encadernações, haverá espaço para marketing no entorno do equipamento e em filipetas explicativas do projeto.

O projeto pretende orientar a população sobre valores como o bem comum, o zelo de todos, a cooperação. Os usuários do projeto, ou seja, leitores de todas as idades e gostos literários, poderão pegar livros, levar pra ler em casa, ou ler ali mesmo, na biblioteca, ou na praça, e depois devolverão as obras, para que outras pessoas também tenham acesso.

Portanto, estarão disponíveis, em média, 800 exemplares na biblioteca, que vai funcionar como um ponto de troca. Para manter essa unidade, já há mais de cinco mil livros doados.

A proposta vai reunir vários projetos culturais, hoje isolados, e criar a identidade de Valença Cidade da Leitura.

Participe, doe livros, patrocine. Informe-se sobre como colaborar no
blog do projeto.
.

7 de outubro de 2009

Não estou aberta à visitação

.
Desde que operei, há 40 dias, tenho recebido telefonemas e emails de pessoas, ou me pedindo desculpas por não terem me visitado, ou me pedindo para vir à minha casa me ver.

É cultural esse negócio de fazer visitas a ‘doentes’, né? E estranho. Explico porque penso assim: pouquíssimas pessoas fazem visitas a amigos quando esses estão com a saúde em dia. Uma colega que mal fala comigo há cerca de 20 anos chegou a dizer que me traria uma broa. Eu não como broa!

O que me difere dos normalmente visitados é que não estou e nunca estive doente. Pelo menos em nenhum momento me senti assim, com a saúde realmente debilitada. Tive, sim, um tumor localizado na mama esquerda, que em nenhum momento me derrubou. Fiz quimioterapia, passei dias de escuridão, operei, mas não fiquei mutilada, minha mama está aqui, inteira.

Não estou, portanto, doente, minha saúde está excelente, meu estado geral é ótimo, estou trabalhando feito uma máquina, enfim, não estou aberta à visitação; não para quem espera ver uma doente. Quero, sim, continuar recebendo emails carinhosos, telefonemas adoráveis, sem aquele tom de urubu à espreita...

Parece meio azeda a forma que encontrei de expressar o que sinto em relação a esse assunto, mas não há outro jeito de dizer isso. Minha irmã, que recentemente passou por um problema de saúde grave e hoje está plenamente recuperada, também teve essa mesma sensação. “As pessoas nos procuram com uma certa pena, como se a gente tivesse morrendo, e nos falam com uma voz consternada. Que é issooo? Estou viva e muito viva!” Eu também.

.

6 de outubro de 2009

.
Meu vizinho, conhecido aqui na Vila Rica como Bené do Frete, é o mais novo contemplado do quadro Lata Velha, do programa global Caldeirão do Huck.

Bené tem uma caminhonete 1960, com a qual ganha a vida fazendo frete aqui no bairro e redondezas.

Há quase um ano ele está sem sua ferramenta de trabalho porque ela já não aguentava mais o tranco e resolveu parar.

E muita gente se propôs a ajudar, mandando cartas ao programa de Luciano Huck.

O resultado é que a caminhonete do Bené está novinha, como saída da fábrica, tinindo, brilhante.

As gravações já terminaram e o programa vai ao ar no próximo dia 17. As fotos da caminhonete nova já estão aqui comigo, mas, perdoem-me, ainda não posso publicá-las.

Assistam ao programa!
.

5 de outubro de 2009

.
O programa Universo Literário da última sexta já está disponível aqui no blog, em podcast.

É só clicar no banner da Rádio Web UniFOA aí ao lado.
.

2 de outubro de 2009

Ruídos insones

.
vento na fresta da janela

folhas do antúrio batendo no vidro

carros passando (ou voando?) no estradão

motor da geladeira

asas da mariposa

televisão do vizinho

choro do bebê do vizinho

a voz da mulher do vizinho

água caindo na caixa d'água

pipa balançando ao sabor do vento agarrada no fio do poste

cachorros latindo nas ruas

meus cachorros latindo no portão

minha respiração

a caneta no papel


.

1 de outubro de 2009

Universo Literário desta sexta-feira

.
Não perca nesta sexta-feira, pela Rádio Web UniFOA, o meu programa Universo Literário.

Ele vai ao ar às 8h30, 11h30, 14h30, 17h30, 20h30, 232h30.

Se você perder, pode ouvir no sábado 1 hora da manhã, e às 8h30 e 16h30.

E tem reprodução também aos domingos, a 00h30 e às 11h30.

Tem bastante opção de horário pra ninguém perder.

Mande suas sugestões para a produção do programa. O endereço é universoliterário@unifoa.edu.br.
.

30 de setembro de 2009

Racismo? Como assim?!

.
Recebi por email o cartaz abaixo.

Segundo as informações que acompanham a imagem, esse foi um anúncio divulgado na Espanha, por migrantes de língua portuguesa.

Como muita coisa que circula na internet é duvidosa, também não tenho certeza da autoria desse material. Mas mesmo assim resolvi trazê-lo pra cá, porque, claro, é muito bom.

..

29 de setembro de 2009

.
Enquanto o blog esteve em recolhimento, junto comigo, o meu programa Universo Literarário, na rádio UniFOA, também tirou uns dias de folga.

Mas, já estamos de volta, com uma edição fresquinha, que foi ao ar na última sexta-feira.

Se você não ouviu, pode fazer isso agora, clicando no link da rádio aí ao lado.

Por aqui já estamos preparando o próximo programa.


O Universo Literário vai ao ar toda sexta, em diversos horários, com reprodução aos sábados e domingos.

.

25 de setembro de 2009

Faça Xixi no Banho

Cidade como patrimônio cultural

.

As arquitetas, professoras, e minhas amigas (não necessariamente nesta ordem), Andréa Auad e Mônica Campos, estarão neste sábado, dia 26, às 17 horas, no Centro de Cultura Estação das Artes (antiga Estação) de Barra Mansa para a primeira palestra que marca uma série de encontros culturais.

O tema é a Cidade como Patrimônio Cultural, com foco na presença do paisagista Roberto Burle Marx no sul fluminense. Em Barra Mansa há duas de suas intervenções primorosas: a reforma do Parque Centenário e os Jardins da Sede do SESC.

E minhas queridas amigas e competentíssimas arquitetas estarão lá, à frente do público. Andréa Auad fala sobre "Cidade – Um Patrimônio Cultural"; e Mônica Campos fala sobre "A Presença de Burle Marx no Sul Fluminense".


Como costumo dizer, imperdível!
.

23 de setembro de 2009

VERGONHA

.
Congresso Nacional promulga aumento no número de vereadores

O Congresso Nacional promulgou nesta quarta-feira a emenda constitucional que aumenta em mais de 7,7 mil o número de vagas de vereadores no País. A proposta teve a votação concluída nesta terça-feira na Câmara dos Deputados após quase cinco anos de tramitação. O texto foi proposto depois que Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extinguiu 8,5 mil vagas nas câmaras municipais.

O texto aprovado prevê efeito retroativo para que suplentes de vereadores, votados nas eleições municipais do ano passado, assumam as vagas criadas. Porém, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, destacou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, que, em 2007, a Corte editou resolução estabelecendo prazo até o dia 30 de junho de 2008 para a promulgação de uma emenda constitucional que alterasse o número de vereadores da atual legislatura. Sendo assim,
as vagas não podem ser ocupadas pelos suplentes.

Apesar de ter dito que, pela interpretação do TSE, a PEC não poderia valer agora, Ayres Britto reconheceu que na prática, depois da promulgação da emenda, a Justiça Eleitoral terá de dar posse aos suplentes do pleito de 2008. Mas ele observou que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá questionar a PEC no Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente do TSE, que também integra o STF, disse que não poderia falar especificamente sobre a aprovação da emenda porque ela deverá ser contestada no Supremo. "Tudo indica, segundo notícias que circulam, que o Conselho Federal da OAB entrará com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) adversando essa emenda. Então eu não posso falar sobre o conteúdo da emenda. Se ela é constitucional ou não é constitucional não me cabe dizer", afirmou.

A proposta foi aprovada em primeiro e segundo turno pela Câmara. Como o texto já havia sido aprovado em duas votações pelos senadores, para entrar em vigor, a PEC precisava ser promulgada pelo Congresso Nacional.

Último Segundo - 23/09 - 19:24
.

Reveja suas atitudes

.
Vi hoje no Twitter uma mensagem da WWF Brasil sobre aquecimento global e, claro, quero dividi-la com meus leitores.

São dicas bem simples para ajudar a combater o efeito estufa na atmosfera.

Leia aí:

Ao comprar

Carne:
Pergunte ao seu açogueiro ou ao supermercado que freqüenta de onde vem a carne que você compra. Cerca de 70% das áreas desmatadas são para abertura de novas pastagens. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa.

Madeira:
Procure sempre o selo FSC. O selo é a garantia de que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa. Quanto mais incentivamos o manejo sustentável, menores serão os incentivos para desmatar completamente determinadas áreas.

Transporte
- Prefira o transporte público. Além de ser menos poluente, você evitará parte do estresse do dia-a-dia;
- Use bicicleta ou caminhe sempre que possível. É saudável e você estará contribuindo para um planeta mais limpo;
- Se não houver ciclovias, fale com seus representantes políticos para que as construam;
- Para viagens curtas a trabalho ou de turismo, prefira o ônibus.

Carro
- Faça sempre uma revisão. Além de evitar possíveis dores de cabeça, um carro que funciona corretamente consome menos combustível e menos gases causadores do efeito estufa;
- Calibre bem os pneus do seu carro. Os pneus bem calibrados evitam um consumo excessivo de gasolina e dão mais segurança;
- Ao comprar, dê preferência aos veículos flex e que sejam mais econômicos;
- Se puder, abasteça com álcool e não com gasolina.

Em casa
- Procure sempre comprar aparelhos eficientes em consumo de eletricidade;
- Desligue as luzes dos ambientes não utilizados;
- Retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com as luzinhas vermelhas acesas);
- Instale painéis solares para aquecer a água. A longo prazo, você poupará energia e dinheiro;
- Substitua as lâmpadas principais da casa por lâmpadas fluorescentes compactas; elas consomem 75% a menos que as convencionais;
- Desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando.

No trabalho
- Verifique se as luzes estão desligadas ao sair;
- Seja ativo: forme uma comissão para verificar como a empresa pode gastar menos energia;
- Mantenha os aparelhos de ar condicionado a 25o C;
- Verifique se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra. Eles consomem 5% menos se não estiverem no sol.


Se cada um fizer sua parte e divulgar essas dicas, pode ser que consigamos reverter o assustador quadro em que o nosso planeta se encontra hoje.

.